A obras trata de uma alegoria à Revolução Francesa Em meio à fumaça dos canhões, uma mulher vigorosa, de peito nu, empunha a bandeira da França e um rifle. Seu rosto volta-se para trás, como quem olha o passado, e convoca seus irmãos de armas rumo ao futuro e a luta. Estruturalmente as linhas de composição da obra estruturam-se em formação triangular que guia o olhar do observador desde os corpos inertes estendidos no chão até a mulher altiva, a representação da vitória, que se ergue entre os escombros da batalha com a bandeira da França tremulante sendo o ápice desta obra. Esta obra se conecta com a Revolução de Julho de 1830 em Paris conhecida como os “Os Três Dias Gloriosos”, que retirou o monarca Carlos X da família Bourbon sendo um evento importante para a criação da identidade da França Moderna.
Nesta pintura Delacroix dramatiza o saque otomano da ilha grega de Chios percebemos o horror de personagens gregos se apresentam destruídos, mutilados e horrorizados enquanto com um soldado otomano (turco) montado em um cavalo que leva prisioneiros enquanto a paisagem ao fundo queima indicando a destruição de cidades da base da cultura ocidental atual. Esta pintura de Eugène Delacroix, com suas imagens comoventes de gregos desesperados sendo brutalizados pelos otomanos, ajudaria a influenciar a opinião pública em grande parte da Europa e América do Norte em favor da causa grega e contra o império otomano em franca ascensão no oriente médio e parte da Península Balcânica. Geograficamente a cidade Quios, retratada na obra, está mais próxima da Turquia do que da Grécia continental, e, antes da guerra da independência grega, os habitantes da ilha desfrutavam de alguns privilégios dentro do Império Turco e em 1822, o Congresso Nacional de Epidauro proclamou a independência da Grécia e votou uma constituição democrática. O fato provocou violenta reação dos turcos, que invadiram a ilha de Quios e massacraram a população local que acabou tornando-se uma das obras mais icônicas de Delacroix e da pintura da época.
Nesta obra, Delacroix inspirando-se no trabalho do poeta romântico inglês Lord Byron, apresenta neste quadro uma narrativa do cerco e da queda do rei da segunda dinastia assíria, cercado no seu palácio, no final do século IX. Numa gama de cores e movimentos que segundo Charles Baudelaire via inspiração na produção de Rubens e possuía em suas pinceladas ““-É não apenas a dor que ele sabe melhor exprimir, mas sobretudo prodigioso mistério de sua pintura – a dor moral!”. Entretanto esta obra foi duramente criticada pelo público acostumado ao equilíbrio e harmonia das obras neoclassicistas. Nesta intrigante versão o artista mostra que Sardanapalo ordena a seus oficias e eunucos que matem todas as mulheres de seu harém, os pajens e até mesmo seus cavalos favoritos fazendo o quadro ser uma mistura de sensações. As mulheres retratadas parecem conscientes de que a sua morte estava próxima. Os carrascos de Sardanapalo fazem o seu trabalho e assassinam as posses do rei com expressões ferozes e violentas. Em vez do suicídio heroico do rei, Delacroix nos apresenta uma desvairada orgia de violência e erotismo.
Eugène Delacroix (1798-1863) foi um dos maiores pintores românticos franceses. Dedicou-se também ao mural, sendo consagrado como o último grande muralista de tradição barroca. Seu uso irrestrito da cor abriu caminho para os grandes mestres impressionistas e pós-impressionistas como Pablo Picasso e Manet que aparecem nos movimentos Impressionismo e Cubismo no nosso app. Tendo como nome de batismo Ferdinand-Victor-Eugène Delacroix nasceu em Charenton Saint Maurice na França, no dia 26 de abril de 1798 e começou seus estudos de pintura em 1813 na École des Beaux-Arts, no atelier de Pierre-Narcisse Guérin, renomado artista acadêmico. Autor de Obras como a Barca de Dante e a Liberdade guiando o povo.