The Art Critic é a crítica ardente de Raoul Hausmann à superficialidade do mundo da arte. A peça é uma colagem composta por alguns desenhos e uma série de recortes de revistas e jornais. A obra é considerada ‘lowbrow’ por usar materiais da cultura popular. Isso conota que, assim como a construção de uma colagem, os críticos possuem um conhecimento remendado de fatos vazios e não entendem verdadeiramente o significado da arte.
The Mechanical Head é a obra mais famosa de Raoul Hausmann. Foi confeccionado a partir de uma cabeça para perucas de cabeleireiro, uma régua, um relógio de bolso, uma carteira, peças de uma câmera e outros itens encontrados. O rosto é completamente desprovido de expressão, ao contrário dos rostos expressivos das obras-primas culturais europeias. O caráter da obra é explicado pelos objetos anexados a ela: a peça foi construída para estimular comentário sobre como a humanidade interage com os objetos, mostrando o assunto apenas no que se refere ao mundo superficial e material ao seu redor.
Na obra Hausmann abole de vez a lógica, a organização, a postura racional, trazendo para arte um caráter de espontaneísmo e gratuidade. Através das imagens coladas compostas feitas por justapondo e sobrepondo fragmentos de fotos e textos encontrados em fontes de mídia de massa.
Essa obra é uma das fotomontagens mais notáveis do autor Um cérebro de precisão burguês incita um movimento mundial (mais tarde nominada como Triunfos dadá), uma montagem e aquarela que transmite com texto e imagem a conquista global do Dada.
Raoul Hausmann foi um artista plástico, poeta e romancista austríaco. Com o pseudônimo Der Dadasophe exerceu um destacado papel como dadaísta, participando dos grupos de Zurique e posteriormente de Berlim. Foi crítico às instituições da Alemanha durante os anos transcorridos entre as duas guerras mundiais.
Foi viver com seus pais em Berlim com quatorze anos de idade e foi com seu pai que teve os primeiros ensinamentos sobre pintura.
Jovem ainda, interessou-se pelo expressionismo, tendo participado da revista Der Sturm. Afastando-se da pintura, interessou-se por filosofia e literatura, publicando artigos e poemas em revistas culturais.
Aproximou-se do Dadaísmo em 1917. Em 1918, ano em que se publicou o primeiro Manifesto Dadaísta, foi um dos fundadores do “Clube Dadá” de Berlim, participando dos primeiros saraus Dada na Alemanha.
Mais popular pelo seu trabalho plástico, Raoul Hausmann criou colagens experimentais, fotomontagens, esculturas, pinturas e poesia sonora.